Indicadores e Métricas

5 mitos sobre DART em SST que distorcem o painel executivo

DART pode ajudar a organizar a leitura de lesões ocupacionais, mas não deve ser tratado como prova isolada de prevenção. Este artigo desmonta cinco mitos e mostra como combinar o indicador com evidências de barreiras, qualidade do dado e decisões de campo.

Por 1 min de leitura atualizado

Principais conclusões

  1. 01DART é um indicador de resultado registrado, não uma fotografia completa da exposição ao risco nem uma prova isolada de maturidade preventiva.
  2. 02O primeiro mito é tratar uma taxa baixa como evidência suficiente de controle. O painel precisa mostrar também qualidade do dado, barreiras testadas e ações concluídas.
  3. 03A comparação entre unidades só é válida quando escopo, horas trabalhadas, critérios de registro e período são equivalentes.
  4. 04A leitura mais útil cruza DART com quase-acidentes, observações de campo, auditorias de barreiras e tempo de resposta a desvios.
  5. 05A recomendação de Andreza Araujo em Muito Além do Zero é não transformar o número em troféu. Use-o para perguntar o que está acontecendo e decidir o próximo controle.
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Para aplicar essa leitura na transi??o de fun??o, consulte o decis?es do primeiro trimestre do coordenador de indicadores.

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Perguntas frequentes

O que é DART em SST?

DART é uma métrica de lesões ocupacionais que envolve dias afastados, restrição de trabalho ou transferência de função, conforme o critério de registro adotado pela organização e pela referência usada. O valor precisa vir acompanhado do denominador, do período, do escopo e da regra de classificação. Sem esses quatro elementos, uma comparação entre unidades pode sugerir uma diferença que nasce apenas da forma de contar.

DART baixo significa que a operação é segura?

Não. DART baixo pode coexistir com baixa exposição, subnotificação, mudança de mix de atividades, atrasos no registro ou controles que ainda não foram testados. A interpretação adequada combina o indicador com evidências de campo, qualidade das investigações, reportes de quase-acidentes, auditorias de barreiras e ações verificadas. O indicador ajuda a orientar a conversa, mas não substitui a verificação da prevenção.

Como comparar DART entre duas unidades?

Use o mesmo período, população, denominador, regra de classificação, fonte de horas e critério de inclusão. Registre também mudanças de processo, terceirização, sazonalidade e composição da força de trabalho. Depois, compare o número com evidências operacionais, porque uma taxa menor em uma unidade pode refletir menor exposição ou um processo de registro diferente, e não necessariamente melhor controle.

Qual livro da Andreza Araujo ajuda a interpretar indicadores?

Muito Além do Zero é a referência mais direta para discutir os limites de metas baseadas apenas em acidentes registrados e a necessidade de observar indicadores leading, qualidade de barreiras e comportamento de reporte. A tese não é abandonar os indicadores de resultado, mas impedir que um único número seja tratado como retrato completo da segurança.

Por onde começar a melhorar o painel executivo?

Comece em 30 dias com uma ficha metodológica do DART, uma revisão de cinco registros e uma conversa com operação sobre o que o número não explica. Em seguida, acrescente indicadores de processo, como prazo de fechamento de ações, teste de barreiras e qualidade dos reportes. Em 90 dias, revise se cada indicador levou a uma decisão concreta, porque um painel cheio de gráficos que não muda prioridade é apenas uma rotina de apresentação.

Sobre o autor

Andreza Araújo

Especialista em Segurança do Trabalho

Andreza Araújo atua em segurança do trabalho, cultura de segurança e comportamento seguro, com foco em liderança, prevenção e melhoria contínua. Engenheira civil e engenheira de segurança do trabalho pela Unicamp, mestre em Diplomacia Ambiental pela Universidade de Genebra.

  • Engenharia Civil — Unicamp
  • Engenharia de Segurança do Trabalho — Unicamp
  • Mestre em Diplomacia Ambiental — Universidade de Genebra

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