
Bow-Tie em SST: 5 sinais de que o seu virou diagrama morto
O Bow-Tie deveria mapear barreiras vivas contra fatalidades, mas em sete de cada dez plantas vira diagrama de consultoria que ninguém audita.
Blog da Loja Andreza Araujo.
Por Andreza Araujo Especialista em EHS e Cultura de Segurança
Página 74

O Bow-Tie deveria mapear barreiras vivas contra fatalidades, mas em sete de cada dez plantas vira diagrama de consultoria que ninguém audita.

Em sete de cada dez investigações de SIF, a causa raiz falha humana não sobrevive a peer review; cinco padrões cognitivos contaminam o RCA tecnicamente correto

Recusa formal de tarefa é o indicador leading mais subutilizado em SST, e quando aparece zerado durante meses revela cultura conformista, não excelência operacional

O supervisor de turno é o último filtro de risco e o primeiro a falhar quando a reserva cognitiva acaba, embora a maioria dos sistemas de SST nem meça esse vetor.

A percepção de risco do operador é regida pela heurística da disponibilidade, e isso faz o time temer o que viralizou e ignorar o que mata todo dia

O Diálogo Diário de Segurança virou ritual de cinco minutos em sete de cada dez plantas com SIF; estes seis sinais separam barreira de teatro.

O desvio recorrente em operação industrial vira hábito automático antes de virar cultura, e treinamento corretivo isolado não dissolve hábito porque atinge consciência, não circuito.

A subnotificação de quase-acidentes não é falha do operador — é resposta racional ao sistema de incentivos do supervisor que ainda confunde reporte com acusação

Bow-Tie funciona como instrumento de decisão sobre barreira preventiva e mitigatória, embora vire diagrama decorativo quando o gestor preenche para a auditoria sem rotina de revisão em campo.

O efeito espectador paralisa o operador experiente que vê o colega em risco e não age, e o BBS aplicado sem este recorte só agrava o silêncio que precede o SIF