
Acidente recorrente: 8 sinais de plano que não aprendeu
Acidente recorrente raramente prova azar; na maioria das operações, ele revela plano de ação que fechou tarefa, mas não mudou barreira, decisão nem liderança.
Blog da Loja Andreza Araujo.
Por Andreza Araujo Especialista em EHS e Cultura de Segurança
Categoria
SIFs, RCA, pirâmide de Heinrich, queijo suíço de Reason e prevenção de fatalidades.

Acidente recorrente raramente prova azar; na maioria das operações, ele revela plano de ação que fechou tarefa, mas não mudou barreira, decisão nem liderança.

Hipótese rival no RCA impede que o comitê feche a investigação cedo demais, porque obriga a testar explicações alternativas antes do plano de ação.

Entrevista de testemunhas terceirizadas exige proteger fatos, contrato, idioma, hierarquia e medo de retaliação para que o RCA não perca o trabalho real.

Bow-tie reverso transforma um SIF potencial em mapa de barreiras falhas, controles ausentes e ações verificáveis antes que o quase-acidente vire fatalidade.

Linha do tempo de acidente separa fato, hipótese, barreira e decisão para impedir que a investigação vire narrativa pronta depois do dano.

Viés retrospectivo no RCA faz o acidente parecer óbvio depois do dano e empurra a investigação para culpa, não para aprendizagem sistêmica real.

Comportamento inseguro no RCA só vira aprendizado quando a investigação testa contexto, barreiras, pressão operacional e decisão da liderança.

O comitê de investigação só protege o aprendizado quando define papéis, evidências, independência e autoridade antes do RCA começar.

A análise de causa raiz que termina em erro humano ignora as falhas latentes do sistema; veja as quatro distorções que travam a RCA na ponta e como corrigir

A entrevista de testemunhas pós-acidente preserva fatos quando separa memória, percepção e hipótese antes que a investigação vire caça ao culpado.