FMEA em SST: 5 erros que viram número, não barreira
O FMEA migrado da indústria automotiva para SST sem reescrita de escala e sem time multidisciplinar produz RPN baixo onde existe fatalidade rara.
Blog da Loja Andreza Araujo.
O FMEA migrado da indústria automotiva para SST sem reescrita de escala e sem time multidisciplinar produz RPN baixo onde existe fatalidade rara.
Empresas com frota corporativa renovam apólice e arquivam certificado de direção defensiva, mas deixam o risco viário fora do GRO que a NR-01 exige.
A Análise Preliminar de Risco e a AST cumprem o item da NR-01 e ainda assim falham como barreira contra SIF, porque o canteiro virou ritual de assinatura.
O HAZOP entrega valor preventivo apenas quando pré-leitura, presença operacional e plano de ação são tratados como pré-requisitos, embora a maioria das aplicações brasileiras pule justamente esses três
A cegueira por experiência transforma o operador mais técnico do canteiro no mais provável de protagonizar SIF em tarefa rotineira que ele já fez mil vezes
O Bow-Tie deveria mapear barreiras vivas contra fatalidades, mas em sete de cada dez plantas vira diagrama de consultoria que ninguém audita.
Em sete de cada dez investigações de SIF, a causa raiz falha humana não sobrevive a peer review; cinco padrões cognitivos contaminam o RCA tecnicamente correto
Recusa formal de tarefa é o indicador leading mais subutilizado em SST, e quando aparece zerado durante meses revela cultura conformista, não excelência operacional
O supervisor de turno é o último filtro de risco e o primeiro a falhar quando a reserva cognitiva acaba, embora a maioria dos sistemas de SST nem meça esse vetor.
A percepção de risco do operador é regida pela heurística da disponibilidade, e isso faz o time temer o que viralizou e ignorar o que mata todo dia